terça-feira, 4 de outubro de 2011

Inspeção Estática - Tipos de Tórax

Tórax Escavado

Tórax em Quilha de Navio
Baqueteamento Digital

Causas: Doenças Pulmonares como Tuberculose, Bronquiectasias, Câncer de Pulmão e Cirrose.
Exame do Aparelho Respiratório


1.Inspeção
Estática - descrição do Tegumento – cicatrizes, fistulas, circulação colateral, Cianose, Sinal de Ramond, Baqueteamento digital, batimento de asa de nariz. Mamas, formas do tórax (normal, tonel, piriforme, cônico, escavado, raquidico, cariniforme, cifoescoliótico), ver abaulamentos ou retrações (regiões anterior, posterior, lateral)

Dinâmica - Ritmos respiratórios (suspirosa, Cantani, Kussmaul, Cheyne-Stockes e Biot), freqüência Respiratória (taquipnéia, bradipnéia, dispnéia), expansão Respiratória (normal, aumento ou diminuição, unilateral ou bilateral), cornagem, tiragem intercostal (unilateral ou bilateral), Sinal de Lemos Torres.

2.Palpação
Atrofias musculares, Sinal de Ramond, Edemas, Sensibilidade aumentada, Temperatura cutânea, Enfisemas subcutâneos, fístulas e adenomegalias. Expansibilidade dos ápices e base pulmonares normais ou diminuídos.
FTV normal, diminuído ou aumentado. Descrever que segmento do pulmão há alteração.
Frêmitos brônquico e pleural ausentes ou presentes.

3.Percussão
Inicialmente face posterior, lateral, anterior, de cima para baixo, comparativamente e simetricamente em cada hemitórax; fazer percussão limitante.
Som claro pulmonar – normal
Som timpânico – espaço de Traube
Som maciço (macicez hepática), som submaciço

4.Ausculta
Respirar com a boca entreaberta, profundamente, na face posterior do tórax, laterais e anterior, simétrico, comparativo nos dois lados. Pedir para tossir.
Murmúrio Vesicular presente ou ausente, diminuído, em qual localização.
Ruídos adventícios – estertores crepitantes, estertores subcrepitantes ou bolhosos, roncos, sibilos, estridor, sopros tubários, atrito pleural.
Ressonância da voz normal, diminuída ou aumentada (Broncofonia, Pectorilóquia fônica ou afônica) e egofonia.

Prof. Marcos Q. G. Faria



      

 



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Roteiro para Exame Físico de Cabeça e Pescoço

Exame Físico de Cabeça e Pescoço

1.Crânio
2.Couro Cabeludo
3.Sobrancelhas
4.Olhos – globo ocular, glândula lacrimal, pálpebras (cílios, ectrópio, entrópio, ptose, madarose, lagoftalmia), conjuntiva e esclera (hemorragias, corpo estranho), córnea, pupilas (isocóricas, anisocóricas, midríase, miose, reflexo fotomotor e consensual), cristalino, motricidade ocular.
5.Ouvidos – inspeção, palpação e otoscopia.
6.Nariz e seios paranasais – inspeção, palpação.
7.Faringe – faringoscopia.
8.Boca – lábios, bochechas (interna e externa), gengivas, dentes, língua.
9.Tireóide
10.Veias Jugulares
11.Carótidas – palpação e ausculta.    

Prof. Marcos Q. G. Faria

Dúvidas Pertinentes

Anoftalmia - ausência de globo ocular.

Enucleação - remoção cirúrgica do globo ocular.

Acoria - ausência de pupila.

sábado, 17 de setembro de 2011

Patologias que cursam com Adenomegalias

Viroses da Infância: sarampo, rubéola, varíola, varicela, escarlatina.

Doenças febris de adulto jovem - gânglios endurecidos, não coalescentes, doloridos ou não, sem carcterísticas inflamatórias: Mononucleose Infecciosa, Toxoplasmose, Citomegalovirose, Tuberculose ganglionar, Leucemia Linfática Crônica, Leucemia Aguda, Histoplasmose.

Doencas febris ou não com gânglios com sinais inflamatórios: Adenite bacteriana, Erisipela, Cancro Mole, Blastomicose, Criptococose, Tuberculose.

Doenças febris ou não, com gânglios aumentados, assimétricos, fixos, coalescentes, indolores ou doloridos, duros: Linfomas, Tb ganglionar.

Doenças afebris com gânglios duros, coalescentes, fixos, indolores: metástases carcinomatosas e sarcomatosas, neuroblastoma, feocromocitoma, linfomas.

Linfoma de Hodgkin

O que é o Sinal de Troisier?

É a o achado de um gânglio supraclavicular esquerdo, também chamado de Gânglio de Virchow, indicativo de neoplasias abdominais, particulamente o Câncer Gástrico.

Sinal de Troisier

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SEMIOLOGIA GANGLIONAR

Existem cerca de 500 gânglios linfáticos, estruturas que pertencem ao sistema mononuclear-fagocitário e têm por função a defesa do organismo contra a disseminação das infecções e células neoplásicas, além de desempenhar importante papel na produção de anticorpos devido à sua capacidade de formar linfócitos e plasmócitos. Estão distribuídos nos diferentes segmentos superficiais e profundos (mediastinais e abdominais) do organismo. Em condições normais, seu tamanho varia de 1 mm (ou menos) até 2 cm, e situam-se no trajeto dos vasos linfáticos, de modo que a linfa atravessa-os em seu caminho ao canal torácico. Atuam, assim, como filtros, onde a linfa é depurada de resíduos celulares e microorganismos que podem ter sido recolhidos nos territórios drenados.
Os sítios ganglionares superficiais são o cervical (anterior e posterior), pré e pós-auriculares, occipital, supraclaviculares, axilares, epitrocleares, inguinais, poplíteos e femorais. Esas cadeias ganglionares podem ser exploráveis pela palpação, deslizando-se a polpa dos dedos juntamente com a pele sobre os linfonodos.

Devem ser pesquisadas rotineiramente nas seguintes regiões: occipital, cervical (anteriores e posteriores), retroauriculares, submandibulares, supraclaviculares, axilares, epitrocleares, inguinais, poplíteos e femorais. Os gânglios linfáticos superficiais são explorados através da inspeção e da palpação. Como em toda tumoração acessível a esses métodos, estudam-se: localização, cor e estado da pele, tamanho, número, sensibilidade, consistência, forma, temperatura e mobilidade. A localização também tem grande importância para verificar se a tumoração corresponde realmente a um gânglio linfático. Além disso, conhecendo-se os territórios linfáticos correspondentes, é relativamente fácil determinar os processos regionais capazes de hipertrofiar os gânglios.

Cor, estado e temperatura da pele que recobre os gânglios servem para reconhecer os processos inflamatórios supurativos. A hiperemia da pele e a tumefação quente são próprias das adenites agudas supuradas. Nas adenites crônicas que levam à supuração, como as tuberculosas, a pele fica brilhante e delgada, demonstrando uma alteração trófica local. Nas adenites agudas, a presença de sinais inflamatórios (tumefação, dor, calor e rubor) serão apreciados sempre que os gânglios sejam superficiais.

A simples hipertrofia ganglionar não produz dor. Quando os gânglios ficam dolorosos significa que há periadenite aguda ou que a distensão ganglionar foi muito rápida, como na adenite aguda, ou seja, há comprometimento da cápsula do linfonodo. Nas viroses (mononucleose infecciosa, viroses exantemáticas) e nos processos parasitários (histoplasmose, toxoplasmose), a adenopatia é indolor ou ligeiramente dolorosa. O mesmo se dá na leucemia e no linfoma. Na adenopatia metastática, são duros e indolores, ocorrendo o mesmo nos processos infecciosos crônicos. Na apreciação semiológica, há que considerar a dor espontânea e a induzida pela pressão.
A consistência do gânglio linfático é variável nos diferentes processos. Quando há supuração, o gânglio fica amolecido e se torna flutuante. Nas adenites, os gânglios têm consistência firme, aumentada, mas nos estados supurativos, a consistência é mole, às vezes flutuante, e nos quadros crônicos, é elástica. Nas leucemias, no início, a consistência ganglionar é normal ou mais mole, mas uma vez desenvolvido o tecido granuloso, torna-se duro e menor. A mobilidade deve ser estudada quanto à pele, aos planos profundos e aos gânglios entre si. A comprovação de batimento em uma tumoração significa não se tratar de um gânglio, mas de um aneurisma. Nas adenites agudas, o paciente pode perceber uma sensação de batimento, devido à dilatação vascular que acontece em quase todos os processos inflamatórios.
Quanto ao tamanho, o aumento pode ser discreto ou evidente, sendo habitualmente comparado a coisas conhecidas (azeitona, uva, limão, laranja, etc). A existência simétrica de gânglios hipertrofiados, na infância, tem importância semiológica; as infecções gerais (viroses, por exemplo), acarretam aumento generalizado dos gânglios- cervicais, axilares, etc, ao passo que as neoplasias geralmente determinam adenopatia regional.

Nas condições normais, os gânglios se encontram separados, podendo ser contados, se palpáveis. Quando o processo patológico se localiza na cápsula ganglionar, os linfonodos atingidos se unem firmemente por fibrose inflamatória ou neoplásica. Esta aderência indica, desde logo, que o processo vem evoluindo há algum tempo. Em geral, nas afecções agudas febris, há polimicroaderência sem coalescência, mas nas metástases neoplásicas, os gânglios aumentam de volume, são duros e coalescentes, enquanto que na tuberculose ganglionar, são volumosos e coalescentes.
A mobilidade deve ser verificada com cuidado, tanto no que diz respeito à aderência do gânglio à pele, como na referente aos planos profundos. Gânglio imóvel, fixo, por estar aderente à pele ou aos planos profundos, indica processo inflamatório ou neoplásico de evolução adiantada, principalmente quando coalescente. Nos linfomas, na tuberculose ganglionar, nas metástases carcinomatosas, os gânglios são fixos, coalescentes e assimétricos.
 
Fonte: SEMIOBLOG

DISCINESIA OROFACIAL

HEMIBALISMO