terça-feira, 13 de setembro de 2011

SEMIOLOGIA GANGLIONAR

Existem cerca de 500 gânglios linfáticos, estruturas que pertencem ao sistema mononuclear-fagocitário e têm por função a defesa do organismo contra a disseminação das infecções e células neoplásicas, além de desempenhar importante papel na produção de anticorpos devido à sua capacidade de formar linfócitos e plasmócitos. Estão distribuídos nos diferentes segmentos superficiais e profundos (mediastinais e abdominais) do organismo. Em condições normais, seu tamanho varia de 1 mm (ou menos) até 2 cm, e situam-se no trajeto dos vasos linfáticos, de modo que a linfa atravessa-os em seu caminho ao canal torácico. Atuam, assim, como filtros, onde a linfa é depurada de resíduos celulares e microorganismos que podem ter sido recolhidos nos territórios drenados.
Os sítios ganglionares superficiais são o cervical (anterior e posterior), pré e pós-auriculares, occipital, supraclaviculares, axilares, epitrocleares, inguinais, poplíteos e femorais. Esas cadeias ganglionares podem ser exploráveis pela palpação, deslizando-se a polpa dos dedos juntamente com a pele sobre os linfonodos.

Devem ser pesquisadas rotineiramente nas seguintes regiões: occipital, cervical (anteriores e posteriores), retroauriculares, submandibulares, supraclaviculares, axilares, epitrocleares, inguinais, poplíteos e femorais. Os gânglios linfáticos superficiais são explorados através da inspeção e da palpação. Como em toda tumoração acessível a esses métodos, estudam-se: localização, cor e estado da pele, tamanho, número, sensibilidade, consistência, forma, temperatura e mobilidade. A localização também tem grande importância para verificar se a tumoração corresponde realmente a um gânglio linfático. Além disso, conhecendo-se os territórios linfáticos correspondentes, é relativamente fácil determinar os processos regionais capazes de hipertrofiar os gânglios.

Cor, estado e temperatura da pele que recobre os gânglios servem para reconhecer os processos inflamatórios supurativos. A hiperemia da pele e a tumefação quente são próprias das adenites agudas supuradas. Nas adenites crônicas que levam à supuração, como as tuberculosas, a pele fica brilhante e delgada, demonstrando uma alteração trófica local. Nas adenites agudas, a presença de sinais inflamatórios (tumefação, dor, calor e rubor) serão apreciados sempre que os gânglios sejam superficiais.

A simples hipertrofia ganglionar não produz dor. Quando os gânglios ficam dolorosos significa que há periadenite aguda ou que a distensão ganglionar foi muito rápida, como na adenite aguda, ou seja, há comprometimento da cápsula do linfonodo. Nas viroses (mononucleose infecciosa, viroses exantemáticas) e nos processos parasitários (histoplasmose, toxoplasmose), a adenopatia é indolor ou ligeiramente dolorosa. O mesmo se dá na leucemia e no linfoma. Na adenopatia metastática, são duros e indolores, ocorrendo o mesmo nos processos infecciosos crônicos. Na apreciação semiológica, há que considerar a dor espontânea e a induzida pela pressão.
A consistência do gânglio linfático é variável nos diferentes processos. Quando há supuração, o gânglio fica amolecido e se torna flutuante. Nas adenites, os gânglios têm consistência firme, aumentada, mas nos estados supurativos, a consistência é mole, às vezes flutuante, e nos quadros crônicos, é elástica. Nas leucemias, no início, a consistência ganglionar é normal ou mais mole, mas uma vez desenvolvido o tecido granuloso, torna-se duro e menor. A mobilidade deve ser estudada quanto à pele, aos planos profundos e aos gânglios entre si. A comprovação de batimento em uma tumoração significa não se tratar de um gânglio, mas de um aneurisma. Nas adenites agudas, o paciente pode perceber uma sensação de batimento, devido à dilatação vascular que acontece em quase todos os processos inflamatórios.
Quanto ao tamanho, o aumento pode ser discreto ou evidente, sendo habitualmente comparado a coisas conhecidas (azeitona, uva, limão, laranja, etc). A existência simétrica de gânglios hipertrofiados, na infância, tem importância semiológica; as infecções gerais (viroses, por exemplo), acarretam aumento generalizado dos gânglios- cervicais, axilares, etc, ao passo que as neoplasias geralmente determinam adenopatia regional.

Nas condições normais, os gânglios se encontram separados, podendo ser contados, se palpáveis. Quando o processo patológico se localiza na cápsula ganglionar, os linfonodos atingidos se unem firmemente por fibrose inflamatória ou neoplásica. Esta aderência indica, desde logo, que o processo vem evoluindo há algum tempo. Em geral, nas afecções agudas febris, há polimicroaderência sem coalescência, mas nas metástases neoplásicas, os gânglios aumentam de volume, são duros e coalescentes, enquanto que na tuberculose ganglionar, são volumosos e coalescentes.
A mobilidade deve ser verificada com cuidado, tanto no que diz respeito à aderência do gânglio à pele, como na referente aos planos profundos. Gânglio imóvel, fixo, por estar aderente à pele ou aos planos profundos, indica processo inflamatório ou neoplásico de evolução adiantada, principalmente quando coalescente. Nos linfomas, na tuberculose ganglionar, nas metástases carcinomatosas, os gânglios são fixos, coalescentes e assimétricos.
 
Fonte: SEMIOBLOG

DISCINESIA OROFACIAL

HEMIBALISMO

ATETOSE

EXAME FÍSICO GERAL - ROTEIRO PARA PRÁTICA

Exame Físico Geral

1.Sinais Vitais e IMC
2.Estado Geral – BEG, REG, MEG.
3.Nível de Consciência – Consciente, usar escala de glasgow em pacientes com rebaixamento de consciência.
4.Fala e Linguagem
5.Fácies – atípica ou típica
6.Atitude - Voluntaria, involuntária ou normal.
7.Mucosas – corado, hidratado, anictérico, acianótico.
8.Musculatura – tônus normal, espasticidade, hipertrofia, hipotonia.
9.Linfonodos – localização, tamanho, mobilidade, sensibilidade, consistência, alterações adjacentes.
10.Movimentos Involuntários – tremores, coréia, hemibalismo, atetoses, miclonias, convulsões, etc.
11.Circulação Colateral – ausente ou tipo braquiocefálica, cava superior, cava inferior ou porta.
12.Edema – localização, graduação, consistência, temperatura, elasticidade, sensibilidade e alterações subjacentes.
13.Longilíneo, Mediolíneo ou Brevilíneo.
14.Tecido Subcutâneo e adiposo.
15.Circunferência abdominal.
16.Marcha
17.Exame de Pele – textura, temperatura, elasticidade, mobilidade, sensibilidade e lesões de pele.

Prof. Marcos Q. G. Faria

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sinal de Godet e Sinal do Cacifo é a mesma coisa, na imagem não temos o pé todo, assim fica difícil dizer, mas poderia ser de +2 a +3\4 o edema.
Prof. Marcos Q. G. Faria

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pode também colocar a temperatura, para ficar mais completo se quizer... Muito bem...
Prof. Marcos Q. G. Faria

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Resposta do Desafio

Insuficiência Cardíaca Congestiva

Descrição do edema: Edema de membros inferiores, mole, inelástico, indolor, com o Sinal de Godet +, (+ a +4 por exemplo), sem alterações tróficas associadas..


Sinal de Godet

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

DESAFIO SEMIOLÓGICO

AS, 68 anos, negro, casado, catolico, natural de São Paulo, aposentado, mora em Cascavel.

Queixa principal: "falta de folêgo"

HMA: Paciente refere dispnéia aos médios esforços, ortopnéia, chiado no peito, há 5 dias, aonde há 2 dias edema de membros inferiores, com piora em posição ortostática, sem melhora com repouso e oligúria. Nega febre, tosse, hemoptise, dispnéia paroxistica noturna. 

Revisão de Sistemas: todos sem alterações.

AP: Varicela com 4 anos. Tuberculose com 20 anos.

AF: Mãe teve tuberculose, pai hipertenso severo já falecido há 8 anos. Tio morreu de Câncer de Pulmão.

Hábitos de Vida: Tabagista desde 15 anos, 1 maço\dia. nega etilismo, sedentário, alimentação ruim, rica em gordura e pobre em verduras  e frutas..

Condições Sócio-Econômicas: Mora em casa de madeira, com 2 filhos e esposa, recebe uma aposentadoria de 2 salários, bom relacionamento familiar.

Qual as Hipóteses Diagnósticas?

Como você descreveria o edema deste paciente?

Avisos

Pessoal da prática de hoje do Dr. Marcos Quirino, que faltou, fazer uma anamnese no horário das monitorias e entregar para mim.

Obrigado.

Prof. Marcos Q. G. Faria